Mouse jiggler (ou "agitador de mouse") é qualquer recurso — físico ou por software — capaz de produzir movimentos artificiais no cursor do mouse, mantendo o status do usuário como "ativo" em ferramentas de ponto eletrônico, comunicadores corporativos e sistemas de produtividade sem que o colaborador esteja de fato trabalhando.
Como funciona o mouse jiggler
Na versão física, é um pequeno dongle USB que emula um dispositivo HID (Human Interface Device) e envia micromovimentos periódicos ao sistema operacional. O sistema os interpreta como atividade do usuário. Na versão por software, um script em segundo plano move o cursor em intervalos configuráveis, impedindo o protetor de tela e revertendo o status de "ausente" no Teams, Slack ou similares.
Por que é uma fraude trabalhista
O uso de mouse jiggler para simular presença no horário de trabalho configura descumprimento do contrato de trabalho. O funcionário recebe o salário correspondente ao período, porém não executa as atividades acordadas. Em caso de demissão por justa causa nesse contexto, o empregador precisa de evidência auditável — ausência de atividade real em aplicativos produtivos — para sustentar a decisão no TRT (Tribunal Regional do Trabalho).
Como o X9 detecta mouse jiggler
O X9Stream analisa não apenas a movimentação do cursor, mas o padrão de uso de aplicativos produtivos (navegadores, editores, ERPs, planilhas) versus apps não produtivos e períodos de ociosidade real. Movimentos repetitivos e artificialmente uniformes do mouse, combinados com ausência de interação com janelas ativas, disparam alertas de padrão anômalo. O relatório gerado pelo X9 é exportável para defesa em processos trabalhistas.
Impacto para a empresa
Estudo Itaú/FGV 2022 identificou que 25% dos colaboradores remotos apresentavam menos de 20% de atividade digital real durante o horário comercial. Mouse jigglers contribuem diretamente para esse índice. Numa equipe de 80 funcionários remotos, estatisticamente, cerca de 20 podem estar usando algum recurso de simulação de presença.